Alegria de Viver!

Onde quer que você esteja, seja com quem estiver, lembre-se sempre do grande presente do momento presente!

E para este novo ano, novo ciclo da vida, permita-se abrir os olhos e ver as coisas que estão tão próximas e são tão inspiradoras! Sonhe com o seu futuro e, a cada momento, entregue-se à alegria de viver, do seu próprio jeito!

Feliz 2013!

Inspire-se nos grandes mestres!

Madame Grès

Uma das mulheres mais cérebres da moda francesa, Madame Grès (1903-1994), antes Alix Barton, é  representante da geração de costureiras como Chanel, Vionnet, Schiaparelli e Jeanne Lanvin.

Ela quis ser escultora e depois bailarina. Sonhava com a costura sem dedal e sem agulha. Nos anos 1940, tudo isso  tornaria a ser sua  identidade, com uma costura arquitetônica e seus drapeados à Grès. Lucien Lelong, então presidente da Chambre Syndicale de la Haute Couture, foi seu grande incentivador pela continuidade do trabalho através de tempos de guerra e paz. Seu marido se chamava Serge Czrefkov, cujo prenome era quase um anagrama do nome de sua maison: Grès.

“É necessário haver o desejo de fazer qualquer coisa com qualquer coisa. Estes vestidos drapeados, dizem ser antigos. Mas nunca me inspirei no antigo. No tempo em que este tecido não existia (jérsei de seda finíssimo), eu não tinha a idéia de fazer drapeados. Mas desde que o encontrei, o tecido tem caído no lugar por si próprio. Os escultores gregos fizeram suas esculturas a partir de tecidos que dispunham.” Ela parece haver misturado seu sangue ao de Ictinos e Callicratès, arquitetos do cérebre Parthenon, mestre da ordem e da propoção. “Para mim é a mesma coisa trabalhar o tecido ou a pedra.”

Assim, seus vestidos esculpidos ocuparam seu lugar legítimo no Musée Bourdelle, este ano, em Paris.

Os drapeados minunciosos foram ferramentas de Grès na construção tridimencional da roupa em proporções visionárias, eternamente belas.

Referência:

BENAIN, Laurence. Mémoir de la mode: Grès. Paris: Assouline, 1999.

Madame Grès: la couture à l’oeuverture . Catálogo da exposição. Paris: Musée Bourdelle, 2011.

Yves Saint Laurent

Yves Saint Laurent, 1983. Photo: Irving Penn.
YSL e Edia Vairelli no studio da Av. Marceau, 5, 1982. Foto: Pierre Boulat.
Dovima et les éléphants, 1955. Foto: Richard Avedon.
Coleção alta-costura Primavera-Verão 1988. Homenagem a Vincent van Gogh.

Detalhe de peça da coleção Primavera-verão 1998.

Croqui de peça da coleção de alta-costura, Primavera Verão 1989.
Croqui de peça da coleção de alta-costura, Primavera Verão 1989.

“Yves Saint Laurent”, é a exposição no Petit Palais – Musée des Beaux-Arts de la Ville de Paris. Desde 11 de março. Encerra-se em 29 de Agosto de 2010.

As imagens acima são do catálogo da exposição, sob curadoria de Florence Müller e Farid Chenouque.

A vida e obra do estilista, nascido em 1936. Trabalhou na maison Dior, lançou “a linha trapézio em 1958″… “e nos anos de 1960, abriu sua própria maison, com idéias também inovadoras em suas criações, especialmente o tubinho com desenhos do pintor Mondrian.” (Braga, 2008, p. 87)

Dotado de vasto repertório cultural homenageou diversos artistas, entre eles Vincent van Gogh, Serge Poliakoff, Pablo Picasso, Tom Wesselmann, Jean Cocteau, Georges Braque (num vestido em editorial de 1998 com a então modelo Carla Bruni, atual primeira-dama). No fim da década de 1960, lançou para mulheres o conjunto de calça comprida e paletó. Desde então a moda tornou-se reflexo de comportamento e identidade ideológica.  Revival, glam, tribos nos anos de 1970. A multiplicidade nos anos de 1980, à identidade mistureba dos anos de 1990. Ele atravessou tudo isso, impondo estilo e estética totalmente particular, deixando sua marca inconfundível.

Muito além dos mais de 300 looks expostos, da documentação de sua produção, dos ídolos, das musas e dos admiradores-adoradores, Yves Saint Laurent nos deixou um grande, único e eterno legado: estilo com atitude!

FLORENCE, Müller, FARID, Chenouque. Yves Saint Laurent. Paris: Éditions de la Martinière, 2010.

BRAGA, João. História da Moda, uma narrativa. São Paulo: Ed. Anhembi Morumbi, 2008.

Carlos Miele

Carlos Miele, estilista brasileiro, é detentor das linhas Carlos Miele, Miele by Miele e M.Officer. Após sua consistente trajetoria no mercado nacional expandiu a partir 2003,  sua carreira internacional.

Neste documentário para a Vogue.TV, Miele, descreve todo o conjunto de elementos que compõe o seu universo na Moda. O processo criativo, conceitos, identidade, processos de produção, técnicas, aspectos sociais , étnicos e culturais que, em conjunto, fornecerem a tração do seu motor criativo contemporâneo.

A Moulage, é o diferencial para a forma da roupa. Somada à especializada e cuidadosa mão-de-obra, materializa seu conceito de beleza, movimento, caimento e organicidade.

Para assistir na íntegra, veja Vogue.TV – The World of Carlos Miele, no YouTube

Drape Drape

Drape Drape é o título do livro da autora Hisako Sato.

No seu conteúdo traz 17 modelos, entre vestidos, saias, calças, túnicas e tops.

A visão geral desde a utilização dos moldes até a costura, dá informação de boa qualidade, coerente com o alto nível técnico dos padrões nipônicos. São apresentados os materiais e equipamentos: linhas, agulhas, máquinas (overloque, interloque, reta, ziguezague), tecidos e interpretação da simbologia utilizada. Qualquer um pode ter os looks apresentados. Não importa se possui uma máquina de costura doméstica ou uma indústria de confecção.

Os looks, com raríssima exceção é totalmente harmoniosa com a expressão da moda contemporânea e muito coerente com a estética ocidental do momento. É jovem, arrojada e moderna. Há momentos em que a sofisticação da Moulage é tamanha que pode lembrar a forma de pensamento de Vionnet, a estilista visionária, de vanguarda dos anos 1930.

Só depois de montada a peça e vestida no corpo é que se tem uma idéia real dos shapes, volumes e caimento. Assim, a modelagem dada envolve excelente nível de desenvolvimento e elaboração.

O livro não se trata do ensino do método de moulage. É uma coleção de looks que acompanha todos os moldes prontos. Interessante que há quatro tamanhos – S – M – ML – L, cujos tamanhos de busto são: 78 – 82 – 86 – 90cm. Pequenos para o nosso mercado, mas coerente com as japonesas. Uma cultura um pouco diferente da que estamos acostumados, onde o governo, estimula o combate à obesidade, no cuidado de uma população que diminui com o decorrer do tempo.

O livro é escrito em japonês. Mas pela clareza de seus desenhos técnicos e a qualidade gráfica da informação, com um pouco de conhecimento é possivel vestir esses belos looks!!!

Para que tem acesso no Japão, o livro pode ser encontrado no books.bunka.ac.jp

Aqui em São Paulo conseguimos sob encomenda na Livraria Sol, na Praça da Liberdade, no bairro da Liberdade.

Review Amazon:

http://www.amazon.com/Drape-Vol-Japanese-Book/product-reviews/B003UNCJ76/ref=cm_cr_dp_all_helpful?ie=UTF8&coliid=&showViewpoints=1&colid=&sortBy=bySubmissionDateDescending

Erika Ikezili SPFW Verão 2011

Nesta edição do SPFW, em sua coleção verão 2011, a estilista inspirou-se nos preceitos da pesquisadora de tendências Li Edelkoort e  usou como tema Les Brokpa. Os Bropka habitam os vales do Butão. Além dos chapéus adornados por flores tem a exuberância na sua indumentária.

A identidade da marca, o colorido, está presente em todos os looks.

Na construção, há a utilização intensa do jogo de recortes orgânicos,  muitas vezes suaves e doces, outras vezes rígidos e estruturados de forma arquitetônica. Manifestam-se as formas da natureza, animais e insetos. A moulage é um recurso que leva a situações inusitadas. O resultado é ao mesmo tempo processo.

Contemporâneo, retrato fiel de nosso tempo, contempla as relações do ser humano com as coisas, no momento presente. Tudo é muito rápido, mais do que o objeto é a idéia de movimento. O eterno devir.

Assim é Erika Ikezili hoje. Sua coleção mantém a vibração de cores e formas. E ao mesmo tempo, em alguns looks, transcende. Passa-nos a sensação de que os elementos da roupa – recortes, drapeados, pregas, estampas, aviamentos – estão em movimento vivo quase como se no momento seguinte fosse uma roupa diferente.

A direção do desfile foi assinada por Claudio Santana. O styling, de Marcio Banfi e Drica Cruz. Make: Marcelo Gomes. Trilha: Jackson Araujo. Produção de Backstage: Edge Schaydegger. E grande Equipe.

Veja mais em:

http://www.blog.erikaikezili.com.br

http://www.erikaikezili.com.br

Fuchic Couture

foto: Monica Feudi/Gorunway Modelo: Elsa Sylvan/Viva site: Style.com

Chanel, na coleção de Alta Costura, Primavera 2010, cujo diretor criativo é Karl Langerfeld apresentou, em alguns looks, o nosso tão conhecido fuxico.

Carlos Miele, por sua vez, tem utilizado o fuxico há um bom tempo, sendo um dos elementos de identidade de sua marca. O grande exemplo é o seu clássico tomara-que-caia longo com algumas centenas de fuxicos.

É uma técnica simples, que quando bem utilizada, considerando as diversas combinações de tipos de tecidos e seus diferentes pesos, estampas e construções têxteis, criam grandes efeitos.

Exige um bom trabalho no desenvolvimento.

Simples e gracioso!

foto: Marcio Madeira Modelo: Barbara Berger site: Style.com

Simone Nunes: Moulage e São Paulo Fashion Week Inverno 2010

detalhes
a divindade está nos detalhes

toques finais
instrumentos do processo
materiais que concretizam ideais
fazendo a barra da calça
a união de muitas mãos constroem o belo
Costanza Pascolato e Simone Nunes no backstage do SPFW
Lilian Pacce entrevista Simone Nunes

conferindo detalhes

Simone Nunes, na edicão de Inverno 2010 do São Paulo Fashion Week, traz diversas referências. Pluraridade, multiplicidade, simultaneidade e feminilidade tem sido sua identidade como designer. Entre outros, também inspirou-se no trabalho da ilustradora Amy Cutler.  Amy apresenta imagens enigmáticas de mulheres e animais em atmosfera onírica. Esses animais e as mulheres, ora com cabelos inimaginados, são elementos da coleção de Simone. Os animais aparecem nos acessórios. E os cabelos surgem na forma de finíssimos e delicados drapeados.
fotos: nelson kume