Madame Grès

Uma das mulheres mais cérebres da moda francesa, Madame Grès (1903-1994), antes Alix Barton, é  representante da geração de costureiras como Chanel, Vionnet, Schiaparelli e Jeanne Lanvin.

Ela quis ser escultora e depois bailarina. Sonhava com a costura sem dedal e sem agulha. Nos anos 1940, tudo isso  tornaria a ser sua  identidade, com uma costura arquitetônica e seus drapeados à Grès. Lucien Lelong, então presidente da Chambre Syndicale de la Haute Couture, foi seu grande incentivador pela continuidade do trabalho através de tempos de guerra e paz. Seu marido se chamava Serge Czrefkov, cujo prenome era quase um anagrama do nome de sua maison: Grès.

“É necessário haver o desejo de fazer qualquer coisa com qualquer coisa. Estes vestidos drapeados, dizem ser antigos. Mas nunca me inspirei no antigo. No tempo em que este tecido não existia (jérsei de seda finíssimo), eu não tinha a idéia de fazer drapeados. Mas desde que o encontrei, o tecido tem caído no lugar por si próprio. Os escultores gregos fizeram suas esculturas a partir de tecidos que dispunham.” Ela parece haver misturado seu sangue ao de Ictinos e Callicratès, arquitetos do cérebre Parthenon, mestre da ordem e da propoção. “Para mim é a mesma coisa trabalhar o tecido ou a pedra.”

Assim, seus vestidos esculpidos ocuparam seu lugar legítimo no Musée Bourdelle, este ano, em Paris.

Os drapeados minunciosos foram ferramentas de Grès na construção tridimencional da roupa em proporções visionárias, eternamente belas.

Referência:

BENAIN, Laurence. Mémoir de la mode: Grès. Paris: Assouline, 1999.

Madame Grès: la couture à l’oeuverture . Catálogo da exposição. Paris: Musée Bourdelle, 2011.

Detalhes

Coleção Lanvin. Foto Gianni Pucci
Coleção Lanvin. Foto Gianni Pucci
Coleção Lanvin. Foto Gianni Pucci
Coleção Lanvin. Foto Gianni Pucci
Coleção Lanvin. Foto Gianni Pucci
Coleção Lanvin. Foto Gianni Pucci
Coleção Reinaldo Lourenço. Foto Bob Wolfenson
Coleção Reinaldo Lourenço. Foto Bob Wolfenson

“God is in details” (Deus está nos detalhes) dizem alguns. Outros dizem que a identidade do designer de Moda está nos detalhes.

A qualidade é um atributo inquestionável devendo ser sempre monitorada, avaliada e cultivada.

Depois disto, vem a questão do modo, da forma de resolução dos detalhes.

Como fazer as bordas, barras e bainhas?

Pences e bordas aparentes? a fio?

Como tratar os recortes? Costura aberta? Pespontada? Outro?

Como manter um drapeado sem utilizar costuras franzidas?

Como prender os aviamentos – pérolas, pedras, sementes, metais, couro, peles? E como gerenciar a influência do peso e outras particularidades destes materiais?

Para toda idéia criativa, há paralelamente o conhecimento técnico aplicado e o intenso processo de desenvolvimento de produto.

 

novos videos

ilustração: Nelson Kume

O que tem em comum a indumentária grega, a liberdade de Vionnet e as inovações de Alber Albaz para Lanvin?

Moda, modos de vestir e existir, de modo bem geral.

Num olhar mais perspicaz na construção, mudaram a matéria prima, mas todos eles usaram os princípios do corte em VIÉS e DRAPEADOS.

Estes são os Lançamentos dos dois novos vídeos. Escreva e veja como desenvolver estas técnicas na Moulage.