Yohji, hoje

Foto: Koichi Inakoshi

Começa hoje a exposição retrospectiva de Yohji Yamamoto no Museu Victoria & Albert em Londres, que encerra-se em 10 de julho.

Há trinta anos, em 1981, Yohji fez seu debut em Paris, apresentando sua coleção.

Victoria & Albert Museum

A identidade de seu trabalho está nas formas amplas, contrárias ao “shape” ajustado ao corpo, característico de design ocidental.

Além disto, o uso de tecido preto, assimetria e linhas não harmoniosas com as curvas do corpo, na época, contradiziam o gosto dos designers e compradores. Ele recusou as normas tradicionais da moda.

Yamamoto re-escreveu o conceito de beleza na moda, e a androginia de seu trabalho criou e inspirou novas modalidades de identidade de gênero. As coleções femininas contem peças geralmente associadas ao vestuário masculino. Os tecidos também constituem sua marca registrada, com aplicação de técnicas artesanais como  Shibori and Yu-zen.

Yves Saint Laurent

Yves Saint Laurent, 1983. Photo: Irving Penn.
YSL e Edia Vairelli no studio da Av. Marceau, 5, 1982. Foto: Pierre Boulat.
Dovima et les éléphants, 1955. Foto: Richard Avedon.
Coleção alta-costura Primavera-Verão 1988. Homenagem a Vincent van Gogh.

Detalhe de peça da coleção Primavera-verão 1998.

Croqui de peça da coleção de alta-costura, Primavera Verão 1989.
Croqui de peça da coleção de alta-costura, Primavera Verão 1989.

“Yves Saint Laurent”, é a exposição no Petit Palais – Musée des Beaux-Arts de la Ville de Paris. Desde 11 de março. Encerra-se em 29 de Agosto de 2010.

As imagens acima são do catálogo da exposição, sob curadoria de Florence Müller e Farid Chenouque.

A vida e obra do estilista, nascido em 1936. Trabalhou na maison Dior, lançou “a linha trapézio em 1958″… “e nos anos de 1960, abriu sua própria maison, com idéias também inovadoras em suas criações, especialmente o tubinho com desenhos do pintor Mondrian.” (Braga, 2008, p. 87)

Dotado de vasto repertório cultural homenageou diversos artistas, entre eles Vincent van Gogh, Serge Poliakoff, Pablo Picasso, Tom Wesselmann, Jean Cocteau, Georges Braque (num vestido em editorial de 1998 com a então modelo Carla Bruni, atual primeira-dama). No fim da década de 1960, lançou para mulheres o conjunto de calça comprida e paletó. Desde então a moda tornou-se reflexo de comportamento e identidade ideológica.  Revival, glam, tribos nos anos de 1970. A multiplicidade nos anos de 1980, à identidade mistureba dos anos de 1990. Ele atravessou tudo isso, impondo estilo e estética totalmente particular, deixando sua marca inconfundível.

Muito além dos mais de 300 looks expostos, da documentação de sua produção, dos ídolos, das musas e dos admiradores-adoradores, Yves Saint Laurent nos deixou um grande, único e eterno legado: estilo com atitude!

FLORENCE, Müller, FARID, Chenouque. Yves Saint Laurent. Paris: Éditions de la Martinière, 2010.

BRAGA, João. História da Moda, uma narrativa. São Paulo: Ed. Anhembi Morumbi, 2008.

Madeleine Vionnet, purista da moda

Madeleine Vionnet:
“A sua carreira é marcada pela investigação de liberdade, através de um ornamento de um grande refinamento, semelhante ao drapeado da antiguidade, que libera o corpo para melhor valorizar as suas formas naturais. Madeleine Vionnet transformou radicalmente a concepção do vestuário, baseado no corte em viés, naturalmente fluida. É uma referência incontestável para numerosos designers de hoje, de Azzedine Alaïa à Yohji Yamamoto.”
 
Esta é parte do texto do catálogo da exposição que se encerra em 31 de janeiro de 2010.
Les Arts Décoratifs – Mode et tex­tile
107, rue de Rivoli
75001 Paris