Alegria de Viver!

Onde quer que você esteja, seja com quem estiver, lembre-se sempre do grande presente do momento presente!

E para este novo ano, novo ciclo da vida, permita-se abrir os olhos e ver as coisas que estão tão próximas e são tão inspiradoras! Sonhe com o seu futuro e, a cada momento, entregue-se à alegria de viver, do seu próprio jeito!

Feliz 2013!

Inspire-se nos grandes mestres!

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Moulage: Cursos Avançados


Vestido Dolce & Gabbana. Fonte: http://www.dolcegabbana.com

Esta semana, inicia-se o curso MOULAGE Técnicas Avançadas, na Escola São Paulo. De 7 a 11 de fevereiro das 10h às 13h.

Nestes encontros os alunos poderão criar suas peças. Para isso irão percorrer os processos de Moulage, planificação e todo o detalhamento da construção, estrutura interna e acabamentos, com informações e técnicas para obter um produto de alta qualidade e refinamento.

É possível tornar todas as mulheres belas com vestidos bem feitos? Aventure-se na decoberta!  Veja no link, os materiais necessários já na primeira aula.

http://www.escolasaopaulo.org/atividades/moulage-tecnicas-avancadas-verao-2012/moulage-tecnicas-avancadas

Alessandra veste um corselet Janine, com estrutura interna em metal.

Em Maio de 2012, teremos o curso de CORSELET e ESPARTILHO, de 5 a 26 de maio, aos sábados, das 10h às 17h.

http://www.escolasaopaulo.org/atividades/moulage-evolucao-do-corselet-e-espartilho-1o-semestre-2012/moulage-evolucao-do-corselet-e-espartilho

Madame Grès

Uma das mulheres mais cérebres da moda francesa, Madame Grès (1903-1994), antes Alix Barton, é  representante da geração de costureiras como Chanel, Vionnet, Schiaparelli e Jeanne Lanvin.

Ela quis ser escultora e depois bailarina. Sonhava com a costura sem dedal e sem agulha. Nos anos 1940, tudo isso  tornaria a ser sua  identidade, com uma costura arquitetônica e seus drapeados à Grès. Lucien Lelong, então presidente da Chambre Syndicale de la Haute Couture, foi seu grande incentivador pela continuidade do trabalho através de tempos de guerra e paz. Seu marido se chamava Serge Czrefkov, cujo prenome era quase um anagrama do nome de sua maison: Grès.

“É necessário haver o desejo de fazer qualquer coisa com qualquer coisa. Estes vestidos drapeados, dizem ser antigos. Mas nunca me inspirei no antigo. No tempo em que este tecido não existia (jérsei de seda finíssimo), eu não tinha a idéia de fazer drapeados. Mas desde que o encontrei, o tecido tem caído no lugar por si próprio. Os escultores gregos fizeram suas esculturas a partir de tecidos que dispunham.” Ela parece haver misturado seu sangue ao de Ictinos e Callicratès, arquitetos do cérebre Parthenon, mestre da ordem e da propoção. “Para mim é a mesma coisa trabalhar o tecido ou a pedra.”

Assim, seus vestidos esculpidos ocuparam seu lugar legítimo no Musée Bourdelle, este ano, em Paris.

Os drapeados minunciosos foram ferramentas de Grès na construção tridimencional da roupa em proporções visionárias, eternamente belas.

Referência:

BENAIN, Laurence. Mémoir de la mode: Grès. Paris: Assouline, 1999.

Madame Grès: la couture à l’oeuverture . Catálogo da exposição. Paris: Musée Bourdelle, 2011.

novos videos

ilustração: Nelson Kume

O que tem em comum a indumentária grega, a liberdade de Vionnet e as inovações de Alber Albaz para Lanvin?

Moda, modos de vestir e existir, de modo bem geral.

Num olhar mais perspicaz na construção, mudaram a matéria prima, mas todos eles usaram os princípios do corte em VIÉS e DRAPEADOS.

Estes são os Lançamentos dos dois novos vídeos. Escreva e veja como desenvolver estas técnicas na Moulage.

o Belo indescritível

http://www.dolcegabbana.it/dg/tailoring-lesson-video/

A beleza, que muitos procuram descrever com palavras, demonstrar, explicar, teorizar, racionalizar, esquematizar, criar receitas e formulas , enfim, tais tentativas parecem ficar muito longe da vivência da divina experiência.

No video de Dolce & Gabbana – Sartorialitá, do link acima, pode-se ver e contemplar que muito mais do que o produto, o processo, de fazer com emoção, envolvimento e entrega ao ofício, é que contém a beleza. E naturalmente tudo isso se reflete no resultado de Domenico e Stefano.

Yves Saint Laurent

Yves Saint Laurent, 1983. Photo: Irving Penn.
YSL e Edia Vairelli no studio da Av. Marceau, 5, 1982. Foto: Pierre Boulat.
Dovima et les éléphants, 1955. Foto: Richard Avedon.
Coleção alta-costura Primavera-Verão 1988. Homenagem a Vincent van Gogh.

Detalhe de peça da coleção Primavera-verão 1998.

Croqui de peça da coleção de alta-costura, Primavera Verão 1989.
Croqui de peça da coleção de alta-costura, Primavera Verão 1989.

“Yves Saint Laurent”, é a exposição no Petit Palais – Musée des Beaux-Arts de la Ville de Paris. Desde 11 de março. Encerra-se em 29 de Agosto de 2010.

As imagens acima são do catálogo da exposição, sob curadoria de Florence Müller e Farid Chenouque.

A vida e obra do estilista, nascido em 1936. Trabalhou na maison Dior, lançou “a linha trapézio em 1958″… “e nos anos de 1960, abriu sua própria maison, com idéias também inovadoras em suas criações, especialmente o tubinho com desenhos do pintor Mondrian.” (Braga, 2008, p. 87)

Dotado de vasto repertório cultural homenageou diversos artistas, entre eles Vincent van Gogh, Serge Poliakoff, Pablo Picasso, Tom Wesselmann, Jean Cocteau, Georges Braque (num vestido em editorial de 1998 com a então modelo Carla Bruni, atual primeira-dama). No fim da década de 1960, lançou para mulheres o conjunto de calça comprida e paletó. Desde então a moda tornou-se reflexo de comportamento e identidade ideológica.  Revival, glam, tribos nos anos de 1970. A multiplicidade nos anos de 1980, à identidade mistureba dos anos de 1990. Ele atravessou tudo isso, impondo estilo e estética totalmente particular, deixando sua marca inconfundível.

Muito além dos mais de 300 looks expostos, da documentação de sua produção, dos ídolos, das musas e dos admiradores-adoradores, Yves Saint Laurent nos deixou um grande, único e eterno legado: estilo com atitude!

FLORENCE, Müller, FARID, Chenouque. Yves Saint Laurent. Paris: Éditions de la Martinière, 2010.

BRAGA, João. História da Moda, uma narrativa. São Paulo: Ed. Anhembi Morumbi, 2008.

Fuchic Couture

foto: Monica Feudi/Gorunway Modelo: Elsa Sylvan/Viva site: Style.com

Chanel, na coleção de Alta Costura, Primavera 2010, cujo diretor criativo é Karl Langerfeld apresentou, em alguns looks, o nosso tão conhecido fuxico.

Carlos Miele, por sua vez, tem utilizado o fuxico há um bom tempo, sendo um dos elementos de identidade de sua marca. O grande exemplo é o seu clássico tomara-que-caia longo com algumas centenas de fuxicos.

É uma técnica simples, que quando bem utilizada, considerando as diversas combinações de tipos de tecidos e seus diferentes pesos, estampas e construções têxteis, criam grandes efeitos.

Exige um bom trabalho no desenvolvimento.

Simples e gracioso!

foto: Marcio Madeira Modelo: Barbara Berger site: Style.com

Simone Nunes: Moulage e São Paulo Fashion Week Inverno 2010

detalhes
a divindade está nos detalhes

toques finais
instrumentos do processo
materiais que concretizam ideais
fazendo a barra da calça
a união de muitas mãos constroem o belo
Costanza Pascolato e Simone Nunes no backstage do SPFW
Lilian Pacce entrevista Simone Nunes

conferindo detalhes

Simone Nunes, na edicão de Inverno 2010 do São Paulo Fashion Week, traz diversas referências. Pluraridade, multiplicidade, simultaneidade e feminilidade tem sido sua identidade como designer. Entre outros, também inspirou-se no trabalho da ilustradora Amy Cutler.  Amy apresenta imagens enigmáticas de mulheres e animais em atmosfera onírica. Esses animais e as mulheres, ora com cabelos inimaginados, são elementos da coleção de Simone. Os animais aparecem nos acessórios. E os cabelos surgem na forma de finíssimos e delicados drapeados.
fotos: nelson kume