Prêt-à-porter: um olhar racionalizado e produtivo

Foi no século XIX, que o ser humano passou a pensar na vida no mundo industrial. A paixão pelo maravilhoso mundo das máquinas tem como resultado tudo o que vemos hoje: alta velocidade, capacidade de reproduzir padrões com grande fidelidade, acessibilidade dentre outros.

O trabalho artesanal que migrou para o trabalho industrial, caracteriza-se pela presença do elemento fundamental: a “matriz”. A matriz está na configuração do produto, assim como seu no processo do produtivo.

São gerações da racionalizacão do trabalho. Hoje estamos já na terceira geração da racionalização do trabaho.

No nosso meio, “o maravilhoso mundo da costura”, as ações no aprimoramento, tem base na observação, análise, design (de produto e de processo), monitoramento e seu incremento constante. Na roupa que vestimos agora, estão inscritas a trajetória histórica de nossa evolução.

Nossas matrizes, conhecidas também como “gabaritos”, sejam de bolso, gola, vista ou outro, são garantias do produto, na forma, na qualidade e no processo.

Aqui também são matrizes os gestos e os movimentos, em cada operação são racionalizados, levando em consideração o cliente/usuário, o operador(a), os recursos (equipamentos, espaço, etc), o produto e os custos. Para garantir o equilíbrio do conjunto o empresário deve considerar também o “meio”, onde estão a sociedade e o meio ambiente.

Aos apaixonados por Couture, não se preocupem, sempre haverá espaço em nossos corações.

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Yves Saint Laurent

Yves Saint Laurent, 1983. Photo: Irving Penn.
YSL e Edia Vairelli no studio da Av. Marceau, 5, 1982. Foto: Pierre Boulat.
Dovima et les éléphants, 1955. Foto: Richard Avedon.
Coleção alta-costura Primavera-Verão 1988. Homenagem a Vincent van Gogh.

Detalhe de peça da coleção Primavera-verão 1998.

Croqui de peça da coleção de alta-costura, Primavera Verão 1989.
Croqui de peça da coleção de alta-costura, Primavera Verão 1989.

“Yves Saint Laurent”, é a exposição no Petit Palais – Musée des Beaux-Arts de la Ville de Paris. Desde 11 de março. Encerra-se em 29 de Agosto de 2010.

As imagens acima são do catálogo da exposição, sob curadoria de Florence Müller e Farid Chenouque.

A vida e obra do estilista, nascido em 1936. Trabalhou na maison Dior, lançou “a linha trapézio em 1958″… “e nos anos de 1960, abriu sua própria maison, com idéias também inovadoras em suas criações, especialmente o tubinho com desenhos do pintor Mondrian.” (Braga, 2008, p. 87)

Dotado de vasto repertório cultural homenageou diversos artistas, entre eles Vincent van Gogh, Serge Poliakoff, Pablo Picasso, Tom Wesselmann, Jean Cocteau, Georges Braque (num vestido em editorial de 1998 com a então modelo Carla Bruni, atual primeira-dama). No fim da década de 1960, lançou para mulheres o conjunto de calça comprida e paletó. Desde então a moda tornou-se reflexo de comportamento e identidade ideológica.  Revival, glam, tribos nos anos de 1970. A multiplicidade nos anos de 1980, à identidade mistureba dos anos de 1990. Ele atravessou tudo isso, impondo estilo e estética totalmente particular, deixando sua marca inconfundível.

Muito além dos mais de 300 looks expostos, da documentação de sua produção, dos ídolos, das musas e dos admiradores-adoradores, Yves Saint Laurent nos deixou um grande, único e eterno legado: estilo com atitude!

FLORENCE, Müller, FARID, Chenouque. Yves Saint Laurent. Paris: Éditions de la Martinière, 2010.

BRAGA, João. História da Moda, uma narrativa. São Paulo: Ed. Anhembi Morumbi, 2008.

Modelando idéias

 

moulage de um top

 

Este é um exemplo de uma peça de criação livre de uma das alunas. Após os exercícios das bases os alunos passaram a modelar modelos mais elaborados. O exercício sempre é um aliado onde se acrescenta mais conteúdo técnico ao mesmo tempo em que se conquista a maestria na construção da roupa, com o domínio do material, da forma e da emoção que o conjunto pode envolver.