Dior e Valentino: novas direções

 

Maison Dior dá boas-vindas e, conta com uma mulher, pela primeira vez em sua história, na direção de criação de coleções femininas.

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Pierpaolo Piccioli, Maison Valentino e Maria Grazia Chiuri, Maison Dior.Fonte: fr.fashionmag.com

Maria Grazia Chiuri e Pierpaolo Piccioli, foram colegas no IED Roma. Em 1999 são convidados por Valentino Garavani para criar a linha de acessórios da marca.

Em 2007, Valentino afasta-se da direção criativa, assumindo o cargo, Chiuri e Piccioli.

Em 2008, são nomeados co-diretores criativos da Valentino, desde o prêt-à-porter à alta-costura.

Em 7 de julho de 2016, Maria Grazia Chiuri passa a ser a diretora criativa da Dior.

Pierpaolo Piccioli, antes na co-direção, é nomeado o diretor criativo da Maison Valentino.

Sidney Toledano, CEO da Christian Dior Couture, disse: “Estou muito feliz com a chegada de Maria Grazia Chiuri na Maison Dior. Sua visão sobre as mulheres, tão sensual e poética, entra em ressonância com Monsieur Dior. Sua experiência em alta costura e sua paixão pelo fazer artesanal poderão contar com a experiência excepcional de nossos ateliers”

o Belo indescritível

http://www.dolcegabbana.it/dg/tailoring-lesson-video/

A beleza, que muitos procuram descrever com palavras, demonstrar, explicar, teorizar, racionalizar, esquematizar, criar receitas e formulas , enfim, tais tentativas parecem ficar muito longe da vivência da divina experiência.

No video de Dolce & Gabbana – Sartorialitá, do link acima, pode-se ver e contemplar que muito mais do que o produto, o processo, de fazer com emoção, envolvimento e entrega ao ofício, é que contém a beleza. E naturalmente tudo isso se reflete no resultado de Domenico e Stefano.

Erika Ikezili SPFW Verão 2011

Nesta edição do SPFW, em sua coleção verão 2011, a estilista inspirou-se nos preceitos da pesquisadora de tendências Li Edelkoort e  usou como tema Les Brokpa. Os Bropka habitam os vales do Butão. Além dos chapéus adornados por flores tem a exuberância na sua indumentária.

A identidade da marca, o colorido, está presente em todos os looks.

Na construção, há a utilização intensa do jogo de recortes orgânicos,  muitas vezes suaves e doces, outras vezes rígidos e estruturados de forma arquitetônica. Manifestam-se as formas da natureza, animais e insetos. A moulage é um recurso que leva a situações inusitadas. O resultado é ao mesmo tempo processo.

Contemporâneo, retrato fiel de nosso tempo, contempla as relações do ser humano com as coisas, no momento presente. Tudo é muito rápido, mais do que o objeto é a idéia de movimento. O eterno devir.

Assim é Erika Ikezili hoje. Sua coleção mantém a vibração de cores e formas. E ao mesmo tempo, em alguns looks, transcende. Passa-nos a sensação de que os elementos da roupa – recortes, drapeados, pregas, estampas, aviamentos – estão em movimento vivo quase como se no momento seguinte fosse uma roupa diferente.

A direção do desfile foi assinada por Claudio Santana. O styling, de Marcio Banfi e Drica Cruz. Make: Marcelo Gomes. Trilha: Jackson Araujo. Produção de Backstage: Edge Schaydegger. E grande Equipe.

Veja mais em:

http://www.blog.erikaikezili.com.br

http://www.erikaikezili.com.br

Romantismo e Realeza: McQueen

Modelo: Iris Strubegger (Women). Foto: Christopher Moore
Modelo: Iris Strubegger (Women). Foto: Christopher Moore
Modelo: Karlie Kloss (Next). Foto: Christopher Moore
Modelo: Tanya Dziahileva (Marilyn). Foto: Christopher Moore

Nascido em 1969, Alexander McQueen estaria fazendo hoje, 17 de Março, 41 anos de idade…

Em sua última coleção prêt-a-porter Outono Inverno 2010, quis trazer de volta a manualidade que tanto amava, assim como as coisas que se perderam na trajetória da Moda.

Nesta coleção, ele olhou para a arte da Idade das Trevas, mas nela encontrando luz e beleza. O que MacQueen preparou tem a beleza poética e medieval ligada à iconografia religiosa, também resgantando lembranças de suas coleções anteriores. Ele encomendou tecidos com fotos digitais das pinturas dos anjos das igrejas e, demônios de Bosch, nos jacquards feitos à mão. Na narrativa das superficies adornadas, que pode ser interpretada como uma revolta contra os padrões que a moda tem adotado, de maneira própria, com linhas suaves em seus vestidos longos, sugere calma e simplicidade. Ao invés de agressividade, eles transmitem a graça das Madonas medievais e imperatrizes bizantinas, que McQueen estava estudando.

Imagens: Style.com

Alfaiataria

Coleção Jean Paul Gaultier. Prefall 2010. Modelo: Thana Kuhnem. Photo: Style.com

A alfaiataria caracteriza-se pela utilizacão de técnicas avançadas e materiais especiais para modificar a superfície plana de um tecido num vestuário com estrutura e forma. Blazers e Casacos são moldados às curvas e contornos do corpo. Com a utilização de entretelas criam-se formas permanentes em golas e lapelas. Ombreiras, cabeças de manga e fitas complementam a entretela, para forma e estrutura adicionais. A cuidadosa passadoria também estabelece uma nova forma. O forro cobre a construção interna para dar durabilidade e facilitar o deslisamento ao vestir sobre outra peça de roupa.

A técnica da alfaiataria dá os diversos elementos em estruturação e estabilização da forma. Esse conhecimento permite a solução de situações diversas na grande gama de possibilidades de modelos de roupas, desde versões contemporâneas de blazers e casacos, até peças elaboradas onde se misturam as técnicas de alfaiataria com as técnicas de alta-costura.

Fuchic Couture

foto: Monica Feudi/Gorunway Modelo: Elsa Sylvan/Viva site: Style.com

Chanel, na coleção de Alta Costura, Primavera 2010, cujo diretor criativo é Karl Langerfeld apresentou, em alguns looks, o nosso tão conhecido fuxico.

Carlos Miele, por sua vez, tem utilizado o fuxico há um bom tempo, sendo um dos elementos de identidade de sua marca. O grande exemplo é o seu clássico tomara-que-caia longo com algumas centenas de fuxicos.

É uma técnica simples, que quando bem utilizada, considerando as diversas combinações de tipos de tecidos e seus diferentes pesos, estampas e construções têxteis, criam grandes efeitos.

Exige um bom trabalho no desenvolvimento.

Simples e gracioso!

foto: Marcio Madeira Modelo: Barbara Berger site: Style.com

Simone Nunes: Moulage e São Paulo Fashion Week Inverno 2010

detalhes
a divindade está nos detalhes

toques finais
instrumentos do processo
materiais que concretizam ideais
fazendo a barra da calça
a união de muitas mãos constroem o belo
Costanza Pascolato e Simone Nunes no backstage do SPFW
Lilian Pacce entrevista Simone Nunes

conferindo detalhes

Simone Nunes, na edicão de Inverno 2010 do São Paulo Fashion Week, traz diversas referências. Pluraridade, multiplicidade, simultaneidade e feminilidade tem sido sua identidade como designer. Entre outros, também inspirou-se no trabalho da ilustradora Amy Cutler.  Amy apresenta imagens enigmáticas de mulheres e animais em atmosfera onírica. Esses animais e as mulheres, ora com cabelos inimaginados, são elementos da coleção de Simone. Os animais aparecem nos acessórios. E os cabelos surgem na forma de finíssimos e delicados drapeados.
fotos: nelson kume