Poesia como alfaiataria


Coleção Alexander McQueen 2009. Modelo: Diana Farkhullina (IMG). Foto: Don Ashby & Olivier Claisse. Style.com

Escrevo como um alfaiate
Que sabe de cor as medidas do teu corpo
E lhe sobra pano a toda a palma
Para te desabotoar absorto

Sou o que de ti fica quando parte
Estranha alegria no regresso
Escrevo como um artesão a alma
Mesmo que morra em cada verso

E quando assim te digo e costuro
Quase penso que consigo
Ir mais além e roçar a arte
E gizar neste atelier de palavras o futuro

Lembras-te quando te vestia de luar
Prendia estrelas no tecido da tua pele
E te pedia que me ensinasses a voar?

Nosso amor era como hoje branco como papel
Em cada palavra me descubro
E ainda te chamo
Tudo por dizer do que te amo
Que não finda de tão rubro.

José Ilídio Torres

Ler mais: http://www.luso-poemas.net/

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